VALOR DA CESTA BÁSICA DE GRÁFICOS DE JORNAL ELEVOU PARA R$ 166 DESDE OUTUBRO, MAS TEM SIDO ESQUECIDO

O jornal de Bragança, localizado na cidade de mesmo nome no interior do Estado, vem descumprindo a lei quanto ao valor da cesta básica dos gráficos do setor. A nova Convenção Coletiva de Trabalho do segmento, aprovada por patrões e trabalhadores desde outubro do ano passado, definiu o aumento de R$ 140 para R$ 166. Porém, desde então, o novo valor não tem sido garantido. Após seis meses com a defasagem ilegal, chegou agora a primeira denúncia ao sindicato da classe (Sindigráficos). A entidade já acionou a empresa e alerta aos demais trabalhadores dos outros sete jornais funcionando na região para atentar-se para questão. Uma denúncia revelou ainda um outro problema mais antigo no jornal de Bragança, que somente agora está sendo revelado para o Sindicato.  A empresa não cumpre a data limite para pagar o salário mensal de seus gráficos. A convenção define o prazo limite até o dia 5. O jornal só paga no 5º dia útil. Ou seja, sempre paga atrasado. O salário de fevereiro, por exemplo, só foi pago agora no último dia 8 – três dias após o limite. Para estes casos, a convenção na sua cláusula oitava estabelece uma multa diária. O jornal, portanto, deve pagar R$ 23 por cada dia em que atrasar.

A regularização imediata da data do pagamento salarial e também como será efetuado o pagamento das multas pelos respectivos atrasos farão parte de uma reunião com o jornal que foi solicitada pelo Sindigráficos. A entidade espera que o encontro ocorra até o final desde mês. Em caso de negativa da empresa, o caso será levado ao Ministério do Trabalho, que costuma intervir rapidamente mediante o conflito pela irregularidade.

É oportuno ressaltar que o valor do salário dos gráficos de jornais teve reajuste em fevereiro. Ele equivale ao complemento da recuperação de perdas inflacionários em 2016. Este aumento deve ser pago já desde o último dia 5. “O salário funcional (para quem tem acima de um ano na empresa) subiu de R$ 1.325 para R$ 1.380. O salário normativo (abaixo de um ano) passou de R$ 1.151 para R$ 1,2 mil”, alerta o Sindigráficos.

Na reunião, será tratado também da defasagem do valor da cesta básica no jornal de Bragança. “De imediato, cobraremos a atualização do valor. É o seu dever pagar R$ 166”, realça Valdir Ramos, diretor do sindicato. O dirigente também chama a atenção dos gráficos dos outros jornais da região para esta questão. O valor subiu R$ 26 desde outubro de 2016. O aumento de R$ 140 para R$ 166 conta na cláusula 21ª da Convenção.

R$ 166 é o valor mínimo da cesta que os gráficos do jornal de Bragança devem receber, bem como os trabalhadores da categoria no Atibaiense (jornal em Atibaia), Gazeta Bragantina (Bragança), O Serrano (em Serra Negra) e o Jornal da Cidade (em Jundiaí). “E ainda no jornal A Tribuna (em Amparo), EJ Editora (em Bragança) e o Jornal de Jundiaí”, ressalta Jurandir Franco, diretor do Sindicato que também acompanha este caso.