VIGILÂNCIA SANITÁRIA FISCALIZARÁ GRÁFICAS DE ATIBAIA POR OMITIREM PROVAS DE HIGIENE E SEGURANÇA AO SINDICATO

A qualquer hora, à pedido do Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos), a Vigilância Sanitária de Atibaia estará fiscalizando gráficas na cidade, já que elas trabalham com produtos químicos e precisam demonstrar que a natureza e as pessoas, inclusive os trabalhadores, estão protegidos. A empresa multinacional Nova Print e a gráfica 1ª Linha encabeçam a lista. O sindicato pediu expressamente a fiscalização da autoridade sanitária nestas duas porque ambas têm sido denunciadas com frequência pelos trabalhadores em relação a problemas do forte odor de solvente dentro da produção, dentre outras questões. Apesar disso, não responderam os pedidos do sindicato para mostrarem provas de que tudo está certo.

No caso da gráfica multinacional do setor de embalagem farmacêutica, a empresa até participou de uma reunião com o Sindigráficos. Na ocasião, ainda no final de 2017, garantiu que segue todas as normas de saúde e segurança e também se comprometeu em encaminhar os documentos comprobatórios (PPRA e PCMSO). Porém, até hoje, nada foi mostrado. “Diante da falta de transparência e da continuidade das reclamações dos gráficos, solicitamos a fiscalização da autoridade sanitária local”, diz Jurandir Franco, diretor sindical, que protocolou o pedido a poucos dias.

No mesmo dia, ele ainda solicitou a fiscalização da autoridade sanitária na gráfica 1ª Linha, que atua no ramo de rótulos e adesivos. A empresa vem sendo denunciada por seus trabalhadores por causa dos produtos químicos(solventes) usados na fabricação dos produtos. O sindicato não abre mão de defender os gráficos, inclusive a saúde de todos. O órgão até já descobriu que vários usam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mas, como o odor é muito forte, as máscaras usadas por eles não têm sido capazes de reduzir o problema e a empresa continua se esquivando do sindicato para se reunir e solucionar o referido problema.

Além da Vigilância Sanitária, que pode inclusive interditar as empresas em caso de graves violações, além de sanções administrativas e multas, o Sindigráficos também recorreu ao Ministério do Trabalho e Emprego. A entidade de classe solicitou o apoio do setor de Fiscalização do órgão para verificar tudo relacionado às obrigações patronais sobre saúde e segurança dos trabalhadores dessas empresas. O Sindicato já chegou a fazer até um protesto na frente da Nova Print.  Além disso, junto com a Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp) e entidades internacionais do ramo, cobrará na própria planta matriz da empresa na capital do México. Agora, os gráficos precisam fortalecer o sindicato. Sindicalizem-se aqui!