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COM 500 MIL MORTES PELA FALTA DE VACINAS, SINDIGRÁFICOS PUXA CARREATA DO MOVIMENTO PELA VIDA CONTRA O DESGOVERNO

Denominada “Carre-ato pela vida e fora Bolsonaro”, a manifestação organizada pelo Comitê Pela Vida de Jundiaí, puxada pelo carro de som do Sindigráficos, foi realizada no último sábado (19) no Paço Municipal. Os motoristas seguiram pela avenida Antônio Frederico Ozanam até a Ponte Torta. A mídia cobriu parte do percurso. VEJA AQUI 

FONTE: Com informações do JR

COM DIREITO AO DIA DO GRÁFICO INCLUSO, RAMI DIRÁ AMANHÃ SE RENOVA ACORDO DE JORNADA DA CLASSE E PODE INICIAR ESTUDO COM O SINDICATO PARA NOVA MELHORIA NO PRÓXIMO ANO

Nesta terça-feira (22), dias depois da primeira rodada onde o sindicato negocia a continuidade por mais um ano do histórico acordo onde garante a atual jornada semanal de trabalho por mais um ano, mantendo feriado remunerado do Dia do Gráfico, 150% de horas-extras em caso de trabalhar em diversos feriados e até o revezamento entre os turnos de modo a trabalhar um mês completo somente de segunda a sexta a cada trimestre, o grupo econômico da Bahia (Bomix) que comprou a gráfica Rami (Jundiaí) volta a tratar com sindicalistas sobre a jornada e demais assuntos pendentes de interesse da categoria. Dentre eles, esperam que a empresa também confirme que nos próximos 12 meses, a Bomix, o Sindicato e os trabalhadores da Rami, a exemplo da empregada Sara Lisboa, recém eleita dirigente sindical, estarão buscando uma forma de estudar uma jornada melhor para garantir folga alternada nos sábados para todos os turnos. 

Na indústria gráfica paulista existe uma cultura do trabalho no sábado alternado de modo a garantir uma vida social para a categoria nos finais de semana, bem como uma melhor gestão da empresa na manutenção das máquinas e na programação da produção. Na semana passada, o Sindicato entregou para o gestor jurídico e da Controladoria da Bomix, Felipe Rigaud, um modelo de acordo recém aprovado e já sendo aplicado na Jandaia neste sentido. Na ocasião, o dirigente empresarial lamentou não poder evoluir agora sobre este assunto por questões estruturais na Rami, ora incorporado ano passado a Bomix, porém, a gráfica estava numa situação muito delicada e ainda tem enfrentado a crise da pandemia. Desse modo, mediante combinado com o sindicato, responderá amanhã se renovará o antigo acordo que está vencendo, como também sobre se vai assumir o compromisso de nos próximos 12 meses debater sobre algum novo modelo com melhoria.

Sara e o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues, acompanhados do advogado da entidade, Luís Carlos Laurindo, aproveitaram, ainda, para alinhar com a Bomix sobre a troca de feriados, de modo que os gráficos e o sindicato sejam ouvidos. “Pedimos que o assunto seja tratado com responsabilidade jurídica e de forma democrática. Para isso, é preciso haver um acordo da Rami com o sindicato e com a aprovação dos trabalhadores através de voto secreto”, defendeu Rodrigues. Rigaud entendeu o pleito e levou para aval da direção, devendo responder amanhã.

O diretor da Bomix também ficou de reavaliar junto com os demais gestores do grupo sobre a polêmica redução de 5 minutos para 3 minutos a tolerância de atraso na volta do gráfico da hora da refeição. O artigo 58 da CLT permite até 10 minutos, sendo 5 minutos na entrada do turno e outros 5 minutos na intrajornada. De início, a empresa reconheceu essa questão na entrada do turno, ficando em dúvida quanto à volta da refeição. Assim, ficou de analisar e dar uma posição amanhã também. A único consenso entre as partes sobre a lei é de que a Rami pode sim descontar no descanso semanal remunerado o tempo de atraso semanal superior a 21 minutos. Logo, o sindicato alerta o gráfico para não extrapolar a questão legal da tolerância, nem tampouco fazer disto uma regra para chegar atrasado e assim evitar penalidades.

COM VACINA NO BRAÇO, GRÁFICO DEVE LUTAR POR COMIDA NO PRATO PORQUE A ALTA INFLAÇÃO CORROEU O SALÁRIO

Daqui a três meses chega setembro e todos os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, e de todas as demais regiões paulistas estarão vacinados contra a covid, retomando, com isso, a segurança para trabalhar, mas também para o empresariado poder incrementar a produção diante do possível aquecimento do comércio no geral. O Sindigráficos, por sinal, pressionou os 29 prefeitos da sua base pela imunização da classe, recebendo agora, seja por conta disso ou não, aval do governo estadual que prometeu vacinar todos neste período. Com a vacina no braço, restará ao gráfico lutar agora por comida no prato e por condições mínimas para sobrevivência diante do impacto da alta inflação provocada pelo desgoverno de Bolsonaro. A inflação preocupa porque já está quase três vezes maior em comparação a de setembro de 2020 – mês de referência anual da classe para a luta pelo reajuste da renda e manutenção dos direitos superiores à CLT. 

“Se em 2020 quando a inflação anual foi menor que 3% e os patrões criaram toda dificuldade para a recomposição da massa salarial e do poder de compra dos empregados, imagine agora que já está em 7,71% e ainda falta o acumulado da inflação até agosto para completar 12 meses?’, pergunta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Dessa forma, além da participação habitual do sindicato, será preciso que o trabalhador tenha consciência de seu papel neste processo de convencimento do setor patronal. Portanto, a fim de começar a organização da categoria em todo o estado para o desafio que está chegando, o Sindigráficos vai solicitar a Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp) para convocar os sindicatos (STIGs) de cada região no estado de São Paulo que estejam dispostos a lutar irmanados diante do cenário adverso mesmo com a vacina chegando para todos.

STIGS e trabalhadores conscientes do desafio e do papel de cada um nesta campanha salarial significa se organizarem, efetivamente e coletivamente, para evitarem com que a alta inflação do governo Bolsonaro reduza ainda mais o poder da renda e do consumo dos gráficos. De setembro do último ano até maio, a alta acumulada dos preços para o consumidor já está em 7,71%. “Pelo descontrole que vai, sobretudo por causa da falta de políticas públicas para a economia em tempo de pandemia, nada impede que chegue aos 10%. Só a conta de luz vai subir mais 20% agora. 

Em setembro de 2020, por sua vez, a inflação anual acumulada nos 12 meses anteriores era de somente 2,89%. E, mesmo assim, a luta sindical com o patronal se estendeu por vários meses após a data-base diante da resistência do empresariado contra o interesse de melhoria da renda dos trabalhadores. Portanto, na campanha salarial de agora, será preciso que a categoria, organizada efetivamente por cada STIG, estejam preparados para a luta que está por vir para a recuperação da massa salarial e do poder aquisitivo. Eis o motivo do Sindigráficos está estimulando a Ftigesp para convocar logo todos os STIGs paulistas que estejam dispostos a entrar nesta luta comum em defesa da categoria”, convoca Leandro.

SINDICATO CONVOCA GRÁFICOS PARA NOVA CARREATA EM JUNDIAÍ CONTRA O GENOCÍDIO E EM DEFESA DA VIDA NESTE SÁBADO

Neste sábado (19), às 9h30, os trabalhadores são convidados do Sindigráficos para participarem de mais uma carreata pela vida em Jundiaí, que está sendo organizado pelo Comitê pela Vida, com o apoio da CUT. Será mais uma oportunidade de protestar conta o genocídio promovido pelo desgoverno Bolsonaro. Na primeira carreata, no mês passado, foram mais de 150 automóveis. Venha e participe com a gente. A concentração será no Paço municipal de Jundiaí. Use máscara, álcool e mantenha o distanciamento ficando dentro do seu carro. Leve a sua bandeira, faixa ou cartaz de luta. Se puder, leve também 1kg de alimento não perecível para ser doado com as pessoas carentes. O percurso será diferente ao da carreata anterior. Dessa vez passará pela Av. Frederico Ozanan, subirá o viaduto da Duratex e encerrará as 11h, com ato politico na Praça Erazê Martinho, na Ponte Torta.

“Enquanto o genocida anda de moto para promover a cloroquina, o negacionismo, o desuso de mascaras e aglomerações, o Brasil já contabiliza quase 500 mil mortes pela covid-19. Além disso, a situação econômica também esta a cada dia pior por causa desse desgoverno. Já são quase 15 milhões de desempregados, uma inflação exorbitante de quase dois digitos e, infelizmente, a miséria voltou a se instalar casa dos brasileiros. É neste contexto que o povo tem que voltar a ocupar as ruas, espaço que hoje esta sendo ocupado por esta gente esquisita que defende esse governo da morte, do desemprego e da miséria e desigualdade social. Dessa gente que, hipocritamente, ainda usa o nome de Cristo e da família em vão, mesmo promovendo a morte dos pobres, seja de fome ou de covid, pela falta de vacina. Contra tudo isso, a nossa palavra de ordem não poderia ser outra, senão Fora Bolsonaro. Por emprego e direito é Fora Bolsonaro! Por vacina e pela vida para todos é Fora Bolsonaro! Por respeito e pela democracia é Fora Bolsonaro! Contra o ódio é fora Bolsonaro!”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.