HORIZONTE, EMBORA ENFRENTE SUA MAIOR CRISE HISTÓRICA, REAFIRMA OBRIGAÇÃO COM PLR DOS GRÁFICOS NA PANDEMIA

Embora enfrenta uma das maiores crises da sua cinquentenária história, agravada pela pandemia e as transformações estruturais do segmento, a proprietária da tradicional gráfica Horizonte, em Jundiaí, confessou para o Sindigráficos as dificuldades enfrentadas e seu compromisso de superá-las através da quitação das pendências com a manutenção da empresa. A empresária garantiu que tem regularizado o FGTS dos gráficos por meio do pagamento de um financiamento na Caixa Econômica. Quanto à PLR, direito em aberto desde o último ano, assumiu que, em 60 dias, volta a se reunir com o sindicato para apresentar uma forma de quitação dos dois exercícios pendentes. O Sindigráficos tem intensificado sua ação em defesa da vida, do emprego e da renda dos trabalhadores gráficos da região diante desta pandemia.

Ao Sindigráficos, a proprietária da Horizonte pediu um voto de confiança à entidade e também aos seus trabalhadores, a maioria com muitos anos na empresa, resistindo a muitos problemas, inclusive ao atraso salarial de um tempo para cá, sobretudo diante da crise econômica pela pandemia. Mesmo com lockdown, interrompendo as atividades econômica, trazendo prejuízos às gráficas, a empresária diz que faz de tudo para não atrasar os salários, ou sendo um ou dois dias quando isso acontece infelizmente.  

Em relação às férias dos empregados, ela também confirma que está tudo certo. Aliás, esclarece que deve estar havendo uma confusão na cabeça dos gráficos relativa ao período de férias sem considerar os períodos em que os profissionais tiveram a suspensão de contrato no último ano com base em uma medida governamental. O tempo suspenso não conta para as férias, o que deve ser o motivo da confusão, segundo a empresária, a qual se colocou à disposição do profissional para os esclarecimentos.

Outra confusão, segundo ela, diz respeito à regularização do FGTS dos gráficos. A dona da Horizonte garante que tem paga o financiamento todo mês. O problema, esclarece, é que este tipo de pagamento não aparece na conta vinculada do FGTS do trabalhador enquanto toda a dívida não estiver quitada. Todavia, ela voltou a dizer que, mesmo enquanto continua pagando o financiamento, quita todo o fundo ao gráfico quando demitido.

A PLR, por sua vez, assumiu que deve a que deveria ser paga em 2020 e agora a de 2021, com prazo limite até 5 de março último, e sem condição de pagá-las imediatamente. Pediu mais um crédito e se comprometeu em apresentar uma solução daqui há dois meses, sendo aceito pelo sindicato dado a dificuldade conjuntural e o histórico de honradez da empresa com suas obrigações ao longo de mais de 50 de existência no mercado gráfico.