SINDICATO BUSCA GONÇALVES PELA JORNADA DE TRABALHO AO SÁBADO ALTERNADO POR MAIS TEMPO E QUER GRÁFICO UNIDO PARA QUE ISSO OCORRA

Daqui há dois meses, chega ao final a validade de um importante acordo do Sindigráficos com a Gonçalves em favor dos 500 trabalhadores do local. O acordo, que foi implantado diante do crescimento da empresa e criação do 3° turno, impediu que os gráficos de todos os turnos viessem a trabalhar todos sábados no mês. A fim de continuar mantendo o acordo para jornada em sábados alternados, o Sindicato buscou abrir negociação com a gráfica e, simultaneamente, convocar os trabalhadores ainda não associados para se sindicalizarem e assim fortalecerem a reivindicação. 

Para o acordo não acabar em 4 de outubro é preciso que a Gonçalves aceite a renovação para os próximos anos. “Portanto, dependemos da demonstração do grau de unidade e organização sindical dos gráficos da empresa contra o trabalho em todos sábados. A depender da quantidade maior de sindicalizados, a conquista da renovação será viável, ou pode ter até avanço no acordo”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

O papel da organização sindical dos gráficos da Gonçalves extrapola inclusive a luta por essa importante garantia da renovação do acordo de jornada. Atualmente, cerca de 20% do quadro de profissionais estão sindicalizados, o que ainda há muito espaço para crescer nesta direção.

Esse crescimento de sindicalização é indispensável principalmente por se tratar da Gonçalves – importante gráfica com representação direta no sindicato patronal. Esta entidade empresarial estará em negociação com o Sindigráficos nos próximos dias 11 e 18 sobre o reajuste salarial da categoria e sobre a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (conjunto de direitos acima da CLT, como cesta básica, PLR e etc.). 

“Portanto, frente a uma campanha salarial que não configura como algo simples diante da alta inflação e em contexto político-eleitoral adverso, a participação ativa dos gráficos da Gonçalves se torna ainda mais vital para o desempenho e conquistas da campanha salarial. Só juntos, somos fortes. SINDICALIZE!”, fala Leandro.

EM REUNIÃO COM SINDIGRÁFICOS, EMEPÊ CONFIRMA REFEIÇÃO POR R$ 3, MAS POSTERGA SUA DECISÃO SOBRE PPR E ACORDO DE JORNADA

Na última quarta-feira (3), gestores de RH (Célia) e Jurídico (Daniel) da gráfica Emepê (Vinhedo) reuniram-se com dirigentes do Sindigráficos. Na pauta, quatro pontos relevantes para os gráficos, como a confirmação por parte da empresa de que, conforme pleito dos trabalhadores puxado pelo sindicato, manterá o café e refeição e sem reajuste de 560% pela comida. Também afirmou não ter problemas na sindicalização dos trabalhadores, inclusive marcará uma data para que o sindicato vá à empresa fazer isso. Porém, nem todas as pautas evoluíram, mas também não foram rejeitadas, o que necessita de mais sindicalizados em busca da garantia das mesmas, a exemplo da renovação do acordo de jornada de trabalho, e a volta da PPR. Veja abaixo o resultado de cada item.

Refeição

Foi mantida a refeição com reajuste suportável, sendo de R$ 3 por dia, e não mais aumento abusivo de 560%. Além disso, há também uma opção do gráfico ganhar R$ 8 diário caso prefira levar a sua comida de casa. O sindicato orienta todos a priorizar a refeição feita pela gráfica diante da garantia da qualidade e pela questão logística, além de evitar todos riscos futuros com retirada da alimentação.

PPR

A empresa aceita debater sobre a volta da PPR, mas não de imediato e sem dar garantias de que implantará. Foi sinalizada a intenção de voltar a debater no começo do próximo ano. Esse tempo foi pedido pela Emepê devido a atual instabilidade econômica na economia e sobretudo na política à espera das eleições presidenciais. Enquanto isso, a PLR, que é paga aos gráficos de todas as empresas da região pela força da Convenção Coletiva de Trabalho, continuará sendo paga para todos. 

ACT Jornada de Trabalho

Embora a empresa alegou não ter em seus planos atuais a mudança dos horários, recusou-se a assumir de imediato a garantia da renovação do ACT. Todavia, mediante a questão feita pelo Sindicato de ter algo mais concreto a respeito, ficou acordado a volta desse debate em setembro ou em outubro – mês que o acordo atual perde a validade. Logo, mais do que nunca, evidencia a necessidade dos gráficos se unirem mais e se organizarem sindicalmente, o que fortalece a luta e tal conquista. 

Pressão e advertências abusivas

Como a empresa negou tais práticas, afirmando que isso não faz parte da sua política de gestão, nem persegue sindicalizados, destacando inclusive que se isso vier a ocorrer não se dará por uma orientação da diretoria, mas por iniciativa individual, o sindicato adiantou que os novos casos serão então tratados de outra forma, sendo identificado o nome e função de quem fizer e tomadas providências. O sindicato ainda lembrou a Emepê para evitar ações que visam impedir o diálogo sindical com empregados, como o recente caso visando manter os gráficos presos dentro de ônibus.

COM A CARESTIA DESCONTROLADA, MESMO COM O REAJUSTE SALARIAL REALIZADO EM SETEMBRO E JANEIRO, TÊM GRÁFICOS TROCANDO REFEIÇÃO POR LANCHE

A inflação nas alturas tem forçado o brasileiro a mudar hábitos na hora de comer. E, para economizar, a refeição fora de casa está cada vez mais rápida. Nem sempre dá para pagar pelo conforto e pelo prato de um restaurante. Resta se acomodar em um cantinho da calçada para economizar nas refeições. LEIA MAIS

FONTE: Com informações do JN

UNIDADE E LUTA DOS GRÁFICOS MOBILIZADA PELO SINDICATO SENSIBILIZA EMEPÊ QUE RECUA DA RETIRADA DA COMIDA DA CLASSE

O café e refeição continuarão sendo uma opção ofertada para os gráficos da Emepê em Vinhedo. A empresa também desistiu de aumentar em 560% o valor dessa alimentação. O recuo empresarial se dá depois de dias continuados de mobilização do Sindicato junto com trabalhadores do local contra a suspensão da comida e contra o reajuste absurdo. Mesmo diante de pressão e queixas de assédios, o retorno da unidade e organização sindical da categoria na empresa não parou. Pelo contrário, começou um novo processo sendo demonstrado nas assembleias de dia, noite e madrugada; com a volta e crescimento de sindicalização; como também com a notificação de greve – condições iniciais e essenciais para a atual sensibilização da empresa.

Mas o processo está só começando. Será preciso maior organização para se avançar também na renovação do acordo de jornada de trabalho, volta do plano de PPR, retirado de forma unilateral pela gráfica, bem como para pôr fim aos abusos praticados na empresa – pautas que serão levadas pelo Sindigráficos para a Emepê na reunião nesta quarta-feira (3).

Apesar do recuo da empresa sobre o fim da oferta da comida no local de trabalho e do respectivo reajuste extravagante de 560%, a Emepê, dada a alta inflação causada pelo desgoverno do Brasil, precisou aumentar o valor da alimentação. Entretanto, ainda assim, realizou um reajuste suportável de R$ 3 por cada dejejum junto com a refeição diária – montante abaixo da refeição cobrada por qualquer marmita na região. 

“O ideal seria manter o preço como estava, mas com a carestia ter um café e mais uma refeição diária por R$ 3 é suportável. E isso deve ser considerado pelos trabalhadores como um avanço sim, e somente sendo possível por causa sobretudo do reinício da unidade e organização sindical dos gráficos. Porém, ainda há um debate e uma luta profunda por todos os gráficos da Emepê pela frente: a renovação do acordo de jornada, a retomada do PPR e o fim de práticas abusivas – pautas que carecem do avanço desta unidade e desta organização sindical de todos. Sindicalizem”, diz Leandro Rodrigues, que é o presidente do Sindigráficos.