CARESTIA DEMANDA AUMENTO DO VALE-ALIMENTAÇÃO EM QUASE TODAS AS GRAFICAS, COMO NA ALPHA EM VALINHOS

Qual o preço do voto? Um deles pode ser visto e sentido pelas empresas e os trabalhadores diante do alto custo de vida pelo descontrole da inflação. Em pouco mais de um ano, a cesta básica da convenção dos gráficos quase que dobrou de preço. Hoje está em R$ 196 nas cidades de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região. E, sempre que aumenta o preço dos alimentos, as gráficas precisam atualizar o valor do vale-alimentação, como define a convenção. É por isso que a Alpha Clicheria, em Valinhos, mesmo sempre tendo um bom diálogo com o Sindigráficos, foi procurada pela entidade de classe para atualizar o valor – situação já respondida pela empresa dizendo que chegará a um bom termo sobre o referido assunto.

A empresa tem sentido o impacto da alta inflação do desgoverno federal. Tanto é que paga vale-compras com valor abaixo da alta dos alimentos da cesta básica dos gráficos cobrados nos supermercados da região. Ao invés de R$ 196, paga R$ 120 – valor insuficiente devido à carestia de Bolsonaro/Paulo Guedes. Apesar disso, pela regra da convenção, precisa atualizar o valor. Assim, o governo tem prejudicado a todos.

 O impacto disso sobre o empregado é ainda maior diante do desgoverno em relação ao poder de compra dos trabalhadores. Além da carestia, o governo também está reduzindo a massa salarial. No seu primeiro ano de mandato, eram necessários 4,39 salários mínimos para comprar uma cesta básica de alimentos definida pelo Dieese e agora são 5,5 salários. Portanto, além do desgoverno sobre o controle inflacionário, também não liga para o salário dos trabalhadores, que perdeu o poder de compra até para alimentar os seus familiares.

É por isso que o Sindigráficos oficiou a Alpha Clicheria para a necessidade dela se reunir rápido para tratar da atualização do vale-alimentação com base nas regras da convenção coletiva de trabalho da categoria. A empresa já sinalizou o interesse pela abertura dos diálogos. O sindicato aguarda para tratar da pendência, bem como da interação dos gráficos do local junto da entidade de classe.

Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, lembra ao conjunto dos trabalhadores que, apesar da alta da inflação e carestia, não existe no Brasil política de reajuste salarial automática. O valor só cresce com base no nível de união, organização e de luta dos trabalhadores no seu sindicato durante a campanha salarial, mas também antes e depois. Portanto, qualquer melhoria seja no vale-alimentação ou nos salários depende da participação da classe. Seja mais um sócio. SINDICALIZE.

A data-base da maioria dos gráficos paulistas, como todos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região, é em 1° de setembro. Todavia, em função do descontrole inflacionário do governo, que deve chegar a 13% no período, demandará uma luta bem maior que em anos anteriores. Não por acaso o Sindigráficos já começa, neste mês, as assembleias preparatórias com toda a categoria para debater a sua pauta de reivindicação e estratégias. Seja sócio. Sindicalize-se e Participe.

DIFERENTE DE LULA, DESGOVERNO ATUAL ELEVA INFLAÇÃO E REBAIXA SALÁRIO DOS TRABALHADORES

Bolsonaro vai terminar seu mandato com um salário mínimo real menor do que o registrado quando assumiu. No primeiro ano do seu governo, os dados de abril daquele ano mostravam que eram necessários 4,39 salários mínimos e agora são 5,5. Isso que dizer que além desgovernado sobre a falta de controle inflacionário, também não liga para o salário dos trabalhadores, que perdeu o poder de compra dos alimentos. O cenário é inverso do que ocorria no governo Lula. Eram necessários 6,48 salários mínimos para se comprar uma cesta em abril do primeiro ano do mandato. E esse índice caiu para 4,38 no mês em seu último ano. Ou seja, melhorou bastante o salário e caiu a inflação LEIA MAIS

FONTE: Com informações de Veja

GRÁFICOS VOLTARÃO A SE REUNIR COM MAIS CATEGORIAS CONTRA A CARESTIA DEPOIS DO SUCESSO DO PRIMEIRO CAFÉ DO TRABALHADOR

Na próxima semana, já no dia 18, os gráficos organizados sindicalmente voltam a se reunir com o movimento sindical de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região, após êxito do primeiro Café do Trabalhador, na sede regional do Sindigráficos em Jundiaí, realizado no último dia 4, quando se debateu a carestia e a necessidade de unidade e da organização dos trabalhadores para a recuperação salarial, garantia de direitos e em prol da democracia. O segundo Café do Trabalhador da região será realizado no Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação, também no município de Jundiaí.

“Na primeira etapa desse encontro do movimento sindical debatemos sobre a carestia, campanha salarial e eleições. Contamos com os gráficos, tendo a participação dos principais sindicatos da região. E segue agora para a fase da montagem do plano de lutas coletivo, uma vez que as categorias enfrentam problemas iguais, oriundos do desgoverno”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, agradecido pelo êxito do primeiro Café do Trabalhador depois de dois anos da pandemia.

Dezenas de gráficos e lideranças de mais de 10 importantes sindicatos participaram do evento ativamente. “A classe trabalhadora, seja ela vinda da indústria, comércio, educação ou de outros ramos, precisa estar unida e consciente que a luta será difícil, mas igual para todos. Lutaremos pela sobrevivência frente à carestia e com um governo despreocupado com os trabalhadores e os pobres”, destacaram Leandro e sindicalistas das demais categorias lá presentes.

A expectativa é de que mais outros sindicatos e trabalhadores possam participar do 2° Café do Trabalhador agora na sede dos Alimentícios. “E é preciso que isso aconteça mesmo e vá crescendo, pois, somente com um grau elevado de ânimo e organização a classe trabalhadora poderá vencer este período de trevas sobre a vida, emprego, direitos, condições de trabalho, e sobre a democracia em nosso Brasil”, convoca Leandro.

SINDICATO ANTECIPA NEGOCIAÇÃO COM LITOBAND SOBRE RENOVAÇÃO DO ACORDO DE JORNADA E CONVOCA GRÁFICOS PARA ASSEMBLEIA

O tradicional Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) sobre a jornada dos gráficos da Litoband em Jundiaí, negociado pelo Sindicato com a empresa a cada dois anos, termina no próximo mês. O acordo tem garantido há mais de 10 anos um expediente favorável para todos os trabalhadores, sobretudo para a maioria que atua na produção, tendo jornada igual ao do pessoal que trabalha na área administrativa. O Sindicato antecipou o debate com a gráfica sobre a possibilidade da continuidade desses benefícios por mais dois anos. Este mês, por sinal, no próximo dia 24, o sindicato ouvirá todos os trabalhadores em assembleia.

O acordo garante, até 21 de junho, que os gráficos trabalhem sob o regime de compensação. É por isso que a grande maioria do pessoal da produção segue uma das jornadas existentes do administrativo, com serviço somente de segunda a sexta-feira. A assembleia com a categoria, por sua vez, será realizada quase um mês antes do fim da validade do acordo. Com isso, garantirá a tranquilidade para os trabalhadores (da produção ao administrativo) de que poderão continuar programando a sua vida social com a continuidade da jornada habitual.

O Sindicato não mede esforços em defender o interesse da categoria, sobretudo quando os gráficos se unem e entendem a importância de se organizar sindicalmente. Apesar de existir sindicalizados na LitoBand, o percentual pode melhorar bastante. Associe-se e fortaleça seus direitos. 

O acordo beneficia até os poucos gráficos (seis) que trabalham em turnos diante da necessidade produtiva de uma máquina específica. “Estes profissionais possuem jornada que garante a folga em sábado e em domingo alternados”, explica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.