SINDIGRÁFICOS VOLTA A RECEBER DENÚNCIAS DE ATRASOS NO FGTS DE GRÁFICOS, COMO NA PEDREIRA, MESMO APÓS AUGE DA PANDEMIA

Só em alguns meses durante o auge da pandemia que o governo federal permitiu que as gráficas poderiam atrasar o recolhimento mensal do FGTS dos trabalhadores. Isso já não é mais permitido e faz certo tempo. Apesar disso, em visita do Sindicato aos gráficos da Pedreira, na cidade de mesmo nome, houve denúncias de que a empresa tem atrasado. Em respeito aos gráficos sindicalizados e na aposta de que outros mais se associarão para fortalecer a classe, o Sindigráficos já entrou em contato com a direção da empresa e espera informações a respeito, bem como a resolução do caso, se for confirmado.

No ofício do sindicato enviado para a empresa, foi pedido esclarecimento. O dono da Pedreira costuma manter um bom diálogo com o Sindigráficos. “Em havendo os atrasos mesmo do FGTS, a gráfica precisará propor uma forma de quitação, inclusive através de parcelamento junto ao banco da Caixa Econômica, bem como voltar a pagar o respectivo FGTS dentro de cada mês, sem atrasos”, diz Leandro.

A Pedreira é a maior do setor gráfico convencional dessa região. Cerca de 20% dos trabalhadores decidiram se sindicalizar. Mas os 80% restantes podem e devem fortalecer a unidade e organização da classe na empresa. O Sindigráficos não abandona os gráficos, mesmo estando distante, como no caso da região de Pedreira. A denúncia sobre o FGTS, por sinal, só foi possível por conta da visita do sindicato aos trabalhadores no local. Juntos somos fortes. SINDICALIZE!

GOVERNOS TEMER E BOLSONARO ATACARAM A LEI TRABALHISTA (CLT) 536 VEZES COM SUCESSO, DESTRUINDO DIREITOS HISTÓRICOS

Estudo do Diap, em parceria com LBS Advogados, mostra mudanças na CLT durante os governos Temer e Bolsonaro (de 2015 a 2022). Ao todo, foram identificados a tentativa de alteração de 1.540 normas na CLT, concretizando a mudança em 536 dispositivos com sucesso, destruindo um conjunto de direitos da classe trabalhadora, a exemplo dos gráficos.

Em 2015, foram 67 tentativas, com 64 mudanças em dispositivos; em 2016, foram 4, sendo apenas 1 efetivada; 2017, foram 548 tentativas sendo, 390 realizadas em dispositivos; em 2018 houve 3 tentativas, sendo feita apenas 1 mudança.No governo Bolsonaro, quase dobraram as tentativas de desmonte da CLT, por meio de MP, que não foram aprovadas pelo Congresso. Ao todo, foram 918 dispositivos, sendo que 97 desses foram incorporados na legislação trabalhista nesse período.

Em 2019, houve a tentativa de 563 mudanças, sendo 56 feitas no ano; em 2020, foram 243, sendo 8 modificações na legislação; 2021 tiveram 11, 10 foram incorporadas; e em 2022, houve a tentativa de 101 modificações, sendo 23 concretizadas.FONTE: Com informações do Diap

SINDIGRÁFICOS VISITA EMPRESAS NOVAS NA REGIÃO, A EXEMPLO DA SENSIBLE, E AS ORIENTA SOBRE AS ATUALIZAÇÕES DO VALE-COMPRAS

A clicheria Clicherlux (Valinhos) com 70 gráficos enfrentou a pandemia e já tem produzido bastante neste ano. Como muitas empresas, contou com o empenho dos seus trabalhadores para superação. Mas, antes da crise sanitária, precisou se reestruturar e chegou até a parcelar o pagamento do FGTS dos empregados, depois de cobrado pelo sindicato pelo atraso. Entretanto, em visita recente do Sindigráficos a profissionais no local, novas queixas já sugiram. A empresa foi notificada sobre o FGTS de todos. LEIA MAIS

A Sensible chegou a região durante a pandemia. Completará dois anos de enquadrada como gráfica em janeiro. “Damos as boas-vindas e estaremos às ordens para todo esclarecimento dos deveres em relação à categoria gráfica, com destaque à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) em vigor, a exemplo da regra da cesta básica. Os trabalhadores podem contar com a gente. Seja sócio. Juntos seremos mais fortes”, diz Leandro Rodrigues, que é o presidente do Sindigráficos.

O Sindigráficos notificou a Sensible sobre a defasagem do vale-compras em desacordo com a CCT da classe. “Estamos no aguardo da resposta da empresa para iniciar o diálogo sobre o assunto. Vamos aproveitar para explicar como funciona a convenção, a qual tem força de lei, superior que a CLT pelo poder do negociado sobre o legislado com o patronal na última campanha salarial”, conta Leandro. Portanto, é preciso corrigir o valor do vale-compras para cerca de R$ 200, ou, se preferir, garantir a cesta básica.

A Sensible tem 20 gráficos. O direito alimentício e dezenas dos demais direitos convencionados acima da CLT estão garantidos a todos porque a empresa faz parte do setor gráfico, e sobretudo porque o Sindicato garantiu a convenção atual. Leandro aproveita para saudar estes novos gráficos da região e os convida a se organizarem sindicalmente para fortalecer a unidade e luta da classe em defesa do salário e dos direitos. Juntos somos fortes. SINDICALIZE!

SINDICATO PROCURA CLICHERLUX PARA SABER A SITUAÇÃO DO FGTS DOS GRÁFICOS APÓS A PANDEMIA. DENÚNCIAS APONTAM PROBLEMAS

A clicheria Clicherlux (Valinhos) com 70 gráficos enfrentou a pandemia e já tem produzido bastante neste ano. Como muitas empresas, contou com o empenho dos seus trabalhadores para superação. Mas, antes da crise sanitária, precisou se reestruturar e chegou até a parcelar o pagamento do FGTS dos empregados, depois de cobrado pelo sindicato pelo atraso. Entretanto, em visita recente do Sindigráficos a profissionais no local, novas queixas já sugiram. A empresa foi notificada sobre o FGTS de todos. LEIA MAIS

O Sindigráficos buscará saber a real situação do FGTS dos sindicalizados e está à disposição daqueles ainda não-sócios interessados em lutar por seus direitos também. A maioria não é sindicalizada ainda, apesar da luta cotidiana da entidade pela melhoria salarial e dos direitos da categoria.

Em um passado recente, por sinal, o Sindigráficos atuou na cobrança da regularização do FGTS em aberto de todos os trabalhadores da Clicherlux. A empresa fez um parcelamento da dívida junta à Caixa Econômica. O Sindicato buscará saber inclusive se o parcelamento foi pago como deve.

A entidade sindical também aguarda uma resposta da empresa sobre o pagamento atual do FGTS, que deve se depositado todo mês na conta de cada um dos seus 70 trabalhadores. “Esperamos que tudo esteja dentro da normalidade, até porque não há mais pandemia e a empresa está ativa em sua produção. Não justifica atraso neste ou em outro direito dos empregados”, pontua Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.