SE NÃO FOSSE O SINDICATO, ANO DOS GRÁFICOS TERMINARIA BEM PIOR DO QUE COMEÇOU DEVIDO AO IMPACTO DA INFLAÇÃO NA RENDA

Vida, emprego, renda e comida no prato. Esse foi o slogan da vitoriosa campanha salarial do Sindigráficos no 2° semestre do ano. Recuperou a massa salarial dos trabalhadores em 10,42%, aumentou a cesta básica e ainda restabeleceu a PLR integral. Antes, porém, o Sindicato ainda passava por um processo eleitoral. Houve grande renovação da direção, ampliando o grau de representação. Antes, ainda, lutou contra a covid nas empresas através de ações urgentes, bem como pela vacina para todos. Logo, esse slogan da campanha bem que também representa o balanço de todas as medidas sindicais em 2021.

Desde o início do ano, não por acaso, a entidade não fugiu das lutas por medidas contra covid nas empresas. Brigou nas prefeituras por vacinação dos gráficos. Quanto aos postos de trabalho, apesar das demissões, teve contratações. Assim, manteve os 5,5 mil empregos médios na região. Não houve perda de direitos. E mais 109 novos sócios chegaram ao sindicato o qual precisa de mais associados para manter essas lutas por vida, emprego, renda, e comida no prato.

“Não foi um ano fácil. Enfrentamos o 2° ano pandêmico e a volta da alta inflação e carestia nos preços dos produtos básicos, como na comida. Os efeitos das reformas nas leis trabalhista e da Previdência também vêm atingindo em cheio a vida da classe trabalhadora e dos sindicatos. Os gráficos e o Sindigráficos sabem disso. Mesmo assim, não abrimos mão da luta. Não fechamos. Pelo contrário, ampliamos as lutas pelas medidas de saúde nas empresas e na adversa campanha salarial frente a uma inflação de dois dígitos. Assim, a luta seguiu. E, mesmo que em um baixo número, felizmente, mais gráficos se juntaram a nós nos quadros de sócios e na direção têm novos lutadores. Certamente, só por essas questões, ao invés de perdas, o ano acaba com poucas mortes e com a cesta básica, PLR e salários maiores”, avalia Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A entidade e a categoria, por sua vez, tiveram perdas. A mais emblemática foi a morte pela covid do associado Carlão e o falecimento do assessor do sindicato, Odair, com pneumonia. “Jamais esqueceremos deles. Serão a nossa inspiração de luta sempre. E desafios não faltam no cotidiano dos trabalhadores em suas empresas, mesmo depois de renovarmos mais de 80 direitos superiores à CLT através da Convenção Coletiva de Trabalho até agosto de 2022”, diz Leandro. Não bastou garantir a CCT, pois, em várias gráficas, a luta segue para se fazer cumprir tais direitos. Só juntos é possível. SINDICALIZE-SE!