Julho começou, mas nada do salário do mês passado dos trabalhadores na gráfica mais antiga em atividade no Brasil, a IGB/Embrasa na cidade do Cabo de Santo Agostinho/PE. Pior ainda, a empresa sequer havia pago a quinzena de junho, causando uma revolta generalizada no local. Os empregados, sob a liderança do gráfico Marcelo, que é dirigente do Sindgraf, cruzaram os braços na terça-feira (1°), enquanto não saia o pagamento. E avisaram que só voltariam ao trabalho depois que o dinheiro fosse depositado na conta, o que assim ocorreu no mesmo dia mediante a luta unificada e consciência de classe desses profissionais, onde 90% são sindicalizados. O Sindgraf-PE garante a luta. Os gráficos garantem o sindicato. Sindicalize-se!
Outro ponto que gerou a atitude grevista dos gráficos contra a empresa não pagadora foi o atraso das férias e da cesta básica – direito este conquistado anteriormente pela classe durante uma grande greve no ano de 2011.
Atualmente, inclusive, as maiores gráficas de Pernambuco, continuam sem a garantia da cesta enquanto os gráficos dessas empresas não fazem como fizeram os da IGB/Embrasa. No entanto, nestas empresas, enquanto não há greve, o debate pela implantação da cesta está sendo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a pedido do Sindgraf-PE.
Os gráficos da IGB/Embrasa, porém, demostraram outra vez que a fórmula para a solução deste e de outros problemas passa pela luta e consciência de classe. “Com a greve no passado, desde 2011, garantimos a cesta básica. E com a greve agora fizemos com que a empresa pagasse a quinzena e o salário de junho, mesmo dizendo que não tinha condições financeiras”, exalta Marcelo.
A greve começou pela manhã. Todos foram até a gráfica. Mas ninguém trabalhou. 100% de adesão. “Às 14h30 fomos informados que o dinheiro seria depositado no mesmo dia, o que aconteceu. Mas o trabalho só voltou no outro dia. Ainda assim, a greve pode voltar. A IGB ainda não pagou quatro cestas básicas pendentes nem resolveu as férias em atraso de mais da metade dos empregados. Se não resolver, pode ter greve de novo. Os gráficos unidos jamais serão vencidos”, fala Marcelo. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se!



