PATRONAL GRÁFICO ESTÁ PREOCUPADO COM IMPACTO FUTURO NO SETOR PELO TARIFAÇO DE TRUMP, MAS SINDICATO LEMBRA QUE BASE PARA REAJUSTE SALARIAL REMOTA LUCROS DAS EMPRESAS NO ÚLTIMO ANO

Os temores de supostos impactos futuros econômicos sobre o Brasil que possam vir por causa do tarifaço de Trump, sobretudo no setor gráfico paulista, foi o tema central do patronal do ramo na negociação inicial de campanha salarial com os representantes sindicais dos trabalhadores, há alguns dias. A categoria está em defesa do reajuste do salário, com ganho real a partir do mês que vem (1° de setembro), e ainda da melhora em direitos.

Todavia, independentemente dos malefícios que possam recair para a categoria por causa da interferência dos EUA em prol de Bolsonaro, o Sindigráficos advertiu ao patronal de que supostos reflexos daqui para frente não tem conexão com lucros das gráficas registrados nos últimos 12 meses, com o crescimento da produção e o avanço nos postos de trabalho, sendo tais melhorias as bases para negociar o reajuste salarial e os direitos acima da lei contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Uma nova rodada de negociação será realizada nesta quinta-feira (21), às 14h. 

Impactos futuros e negativos sobre o setor gráfico brasileiro, sobretudo no segmento de embalagem, foram destacados pelo patronal diante do tarifaço de Trump sobre o Brasil. 

“Porém, nos últimos 12 meses, há melhorias já consolidadas na produção do segmento e contratação de mais trabalhadores, fazendo crescer postos de trabalho do ramo, sendo este o período de referência para balizar a negociação salarial, haja visto que desde 1° de setembro de 2024 que os trabalhadores estão sem reajuste. Portanto, não serão os supostos efeitos futuros, daqui para frente, mas os lucros e avanços positivos de 1° de setembro/24 a agosto/2025 que devem ser a base para negociar”, diz Leandro Rodrigues. 

Assim, o Sindigráficos e os demais sindicatos dos gráficos, sob a liderança da Ftigesp, rejeitam iniciativas para redução de direitos sob desculpas de tarifaço dos EUA. Reafirmam a urgência da recomposição salarial diante das perdas com a inflação dos últimos 12 meses, bem como do ganho real e as garantias com melhoria nos direitos coletivos acima da lei (CLT), através da Convenção Coletiva de Trabalho. Gráfico: valorize quem luta por ti. Sindicalize!

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