GRÁFICOS DENUNCIAM CÁRCERE PRIVADO DE TRABALHADORES DENTRO DA EMEPÊ E BUSCAM O APOIO DO SINDICATO PARA POR FIM AO NOVO DESMANDO DA EMPRESA

Não bastasse ter encerrado o acordo com o sindicato onde garantia uma melhor jornada de trabalho e acabado com o Programa de Participação de Resultados (PPR), a Emepê continua se aproveitando do distanciamento dos trabalhadores do Sindigráficos para por mais pressão sobre a categoria. A novidade de agora são denúncias de cárcere privado dos gráficos, mesmo depois de liberados por seus gestores e supervisores dos setores. Cárcere privado é quando você é impedido de sair, em prejuízo a vida além do trabalho. 

O problema foi denunciado pelos gráficos ao sindicato, que, no ano passado, com a ação sindical e sobretudo união de trabalhadores, conseguiu evitar com que a Emepê deixasse de fornecer a refeição dentro da empresa. Portanto, neste caso denunciado de cárcere privado, será preciso reação conjunta entre Sindigráficos com os trabalhadores de novo. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize-se! 

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, conquistada pelo Sindigráficos, já proíbe que a empresa desconte do salário do gráfico caso aceite a sua entrada no trabalho atrasado. E o Código Penal Brasileiro, no seu artigo 148, proíbe a restrição da liberdade de ir e vir de uma pessoa, podendo envolver confinamento físico ou outras formas de coação. Isso é cárcere privado. A pena para este crime é de reclusão de um a três anos para quem privar alguém de sua liberdade.

Na Emepê, a entrada do gráfico que atrasa mais de 10 minutos só ocorre se houver a autorização por parte da empresa. Isso está certo, não podendo descontar se autoriza a entrada. Não há denúncias de falha nisto. Mas para liberar o trabalhador, mesmo com autorização da chefia para ir ao médico ou por outra questão, tem sido impedido de sair, sendo barrado na portaria, ficando no local sem a sua vontade (cárcere privado). 

As denúncias revelam que o cárcere privado ocorre por causa do próprio RH da empresa, a mesma que já deu autoridade para a chefia de cada setor liberar o trabalhador, mas que na prática tem descumprido a referida regra. A portaria só libera o gráfico com uma nova autorização do RH, o que só ocorre quando tem alguém responsável no RH para liberar. Até que seja liberado, o gráfico fica preso na empresa, mesmo com autorização da chefia, prejudicando o compromisso do empregado

Além da desorganização do empregador, tal absurdo também é efeito da desorganização sindical dos trabalhadores. Quando estavam mais unificados e organizados em torno do seu sindicato, os empregados eram muito mais respeitados. Isso jamais aconteceria. 

O sindicato convoca gráficos para reagirem e não deixarem os desmandas continuarem da forma que só vem acontecendo pela falta de organização sindical desses trabalhadores. Portanto, é tempo de voltar a se fortalecer. Isso passa pelo processo de sindicalização. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize!

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