Neste fim de semana, o “rolé” das eleições poderá ameaçar os direitos trabalhistas ou manter e até avançar. O trabalhador quem vai decidir. Por ter mais trabalhadores do que patrões (que defendem fim de direitos para pagar menos), caberá ao trabalhador, através do voto que tem igual valor ao do patrão, escolher consciente o presidente, governador, dois senadores e deputados para os próximos quatro anos (2027-30).
Se você é patrão, não precisa das políticas públicas do emprego, valorização salarial, direitos trabalhistas e condições laborais, nem das políticas do SUS, moradia e etc. Se for patrão tem dinheiro pra pagar tudo isso. Mas se você é trabalhador, depende do salário, direitos e condição de trabalho e as demais políticas públicas para viver.
Assim, entre Lula e Flávio para presidente do Brasil, motivos não faltam para votar certo a partir do que eles defendem. Lula quer reduzir a jornada de trabalho para 40h sem perda salarial; Flávio quer escala 7×0. Lula atua pelo ganho real no salário, Flávio não. O pai Bolsonaro não só deixou a inflação altíssima, como congelou a renda, nem isentou o IR, Lula já isentou neste ano para todo trabalhador com salários até R$ 5 mil.
O Bolsonaro pai ainda destruiu 100 direitos da CLT, com defesa da reforma trabalhista em 2017, e ampliação depois com a alta da pjotização e outros trabalhos indecentes, até emprego sem direitos defendeu com a carteira de trabalho Verde/Amarela. Com Lula, pelo contrário, o Brasil bate recordes em empregos, com todos direitos ativos. Bolsonaro também promoveu a queda no valor da aposentadoria e mais tempo para o trabalhador conseguir se aposentar, com a sua reforma da Previdência em 2019.
Além das políticas públicas ligadas ao mundo do trabalho, inclusive à igualdade salarial para as mulheres e à qualificação profissional para a melhoria da vida dos trabalhadores, Lula se diferencia de Flávio na defesa e aplicação de políticas para as demais áreas de interesse do trabalhador.
Dentre eles, Prouni, jovem aprendiz, lei de cotas, criação de 115 novos Institutos Federais e mais cinco novas faculdades. Tirou o Brasil do mapa da fome outra vez, depois que Bolsonaro recolocou. Investiu no fortalecimento do SUS. Foram mais de 15 milhões de cirurgias, retomou farmácia popular e a vacinação voltou com força, diferente de Bolsonaro, onde mais de 750 mil brasileiros morreram de COVID. Flávio, inclusive, defende a privatização do SUS.
A soberania nacional, não se abaixando ao arbítrio e interferência de um país externo, nem mesmo dos EUA, mostra a diferença entre Lula e os Bolsonaros também, estes últimos que defendem a submissão e inferioridade. Lula não só se contrapõe, como reagiu a Trump diante do tarifaço sobre o Brasil, batendo recorde de importações de produtos do país para o mundo.
Portanto, o perfil e histórico de Lula e dos Bolsonaros está posto: Lula está voltado ao interesse do trabalhador e o segundo não. Cada pessoa tem direito ao voto, na hora da eleição, neste domingo (4), o patrão e o empregado tem igual valor.
Se é patrão faz sentido votar no Flávio, mas se você é trabalhador e dependerá das políticas públicas, vote em Lula e no time de Lula para governador, senadores e deputados para ajudar Lula a aprovar o fim do 6×1 e demais leis em favor do interesse da classe trabalhadora. Gráfico: vote tem consequência. Vote certo! Boas eleições!
*Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos e da Ftigesp e diretor da Conatig*


