Nesta quinta-feira (3), a maioria dos sindicatos dos gráficos do estado de São Paulo, liderados pela Federação Paulista, presidida por Leandro Rodrigues, líder do Sindigráficos, volta a discutir com o setor patronal sobre o reajuste salarial e da PLR com ganho real e outros direitos, como o fim da escala 6×1. Na rodada inicial, apesar dos dados oficiais mostrarem crescimento do emprego e da abertura superavitária de novos mercados estrangeiros em resposta ao tarifaço dos EUA, os patrões pintaram uma “fakenews” na tentativa de justificar haver dificuldade financeira para restringir a reivindicação. Gráficos: a luta unida faz a lei. Participem!
O patrão fez na 1ª rodada de negociação, realizada no último dia 20, uma encenação sobre um outro Brasil, com pseudo dados e falas da atual realidade socioeconômica do país, com indicadores sem fundamentos reais. Tudo feito de caso pensado na vã tentativa de ludibriar a bancada dos trabalhadores, dizendo, mesmo contra os dados oficiais de mais emprego e menor inflação, de que não há margens para atender os pleitos.
Na ocasião, o Sindigráficos lembrou para o patronal que o problema das empresas do setor é outro: Quanto mais se desvaloriza os trabalhadores e o seu poder de compra, mais cresce a dificuldade de se contratar os gráficos para atuar no segmento. Não por acaso tem aumentado a reclamação das empresas do pouco interesse de se trabalhar no ramo. Falta visão e estímulos para manter os profissionais neste cenário de pleno emprego e competitivo.
O Sindigráficos e demais sindicatos que estão envolvidos nas tratativas, esperam coerência e sabedoria da parte do patronal no tocante aos argumentos diante da real conjuntura sócio, econômica e política do Brasil atual, para seguirem com seriedade. Além desta segunda negociação agendada para esta quinta-feira (3), outra rodada já está marcada para ser realizada no dia 11.
A data-base da categoria é 1º de setembro. Alem do reajuste salarial e da PLR com ganho real (acima da inflação) e do fim da escala de trabalho 6×1, os trabalhadores querem um desconto menor pela cesta básica, a aplicação do adicional noturno para todas as horas trabalhadas, incluindo depois das 5h, dobrar o período do complemento salarial para quem está de licença pelo INSS e mais dias de folga para os cuidados com a saúde, inclusive de todos os filhos de menor e etc. Gráfico: o tamanho da conquista será do tamanho da participação. Seja forte, seja sócio!


