GRÁFICOS EXIGEM VALORIZAÇÃO ATRAVÉS DO GANHO REAL NO REAJUSTE SALARIAL E RENOVAÇÃO DA CONVENÇÃO NA RODADA DE NEGOCIAÇÃO HOJE (11). SINDICATOS DEVEM INTENSIFICAR MOBILIZAÇÕES

Nesta sexta-feira (11), a indústria gráfica paulista precisa redobrar sua atenção para a realização da 3ª rodada de negociação salarial entre sindicatos dos trabalhadores e o patronal (Sindigraf-SP). Há uma grande chance de se iniciar o movimento voltado a paralisações, em defesa da honra dos trabalhadores que tem sido desvalorizada pelo sindicato dos patrões nas rodadas iniciais, sem mostrar nenhum contraproposta às reivindicações da categoria. 

Até aqui, nada foi colocado sobre o reajuste salarial com ganho real (acima da inflação anual), tampouco sobre o fim do 6×1. Absolutamente nada. Em razão desta desvalorização, as indústrias já sentem na ponta a falta de mão de obra interessada, que tem migrado para outros segmentos. 

Portanto, não faz sentido o patronal insistir nesta política suicida contra as empresas, apostando no desinteresse ainda maior do trabalhador no ramo. Porém, se insistir em não apresentar proposta compatível à já fechada por outras categorias, com ganho real e cláusulas sociais, os sindicatos dos gráficos adiantam que mudarão o tom da campanha. Partirão para assembleias e mobilizações dos gráficos nas empresas. 

“Se outras categorias estão fechando com ganho real, por que excluir os gráficos? Chega de desvalorização! Se o patronal for nesta direção, o conjunto de sindicatos, a exemplo do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região, sob a liderança do Federação Estadual (Ftigesp), iniciarão a mobilização junto à categoria nas bases de cada região envolvida, a começar pelas grandes empresas. O próximo passo será assembleias, mobilizações e paralisações”, alerta Leandro Rodrigues, presidente da Ftigesp. Gráfico: fique atento ao resultado da rodada de hoje e às novas orientações.

A data-base da categoria é no dia 1º de setembro. Portanto, a campanha salarial precisa fechar o quanto antes. Além do reajuste salarial e da PLR com ganho real (acima da inflação) e do fim da escala de trabalho 6×1, os trabalhadores querem um desconto menor pela cesta básica, a aplicação do adicional noturno para todas as horas trabalhadas, incluindo depois das 5h, dobrar o período do complemento salarial para quem está de licença pelo INSS e mais dias de folga para os cuidados com a saúde, inclusive de todos os filhos de menor e etc. Gráficos: o tamanho da conquista será do tamanho da participação. A luta faz a lei. Juntos somos fortes!

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