A reforma trabalhista retirou e flexibilizou mais de 100 direitos trabalhistas da CLT há nove anos, no governo Temer. Desde então, foram validados contratos de trabalho que favorecem o dono de gráficas em prejuízo dos empregados, como o contrato temporário, que foi ampliado. Esta frágil modalidade de contratação, porém, mantém a obrigação do registro na carteira de trabalho, como também a obrigatoriedade do pagamento proporcional do FGTS, 13º, férias, descanso semanal, salário não inferior ao do piso da categoria e etc.
Apesar da flexibilidade, têm gráficas tentando precarizar ainda mais, com o modelo ilegal sem registro na carteira, através do trabalho pago por dia, chamado de biqueiro e freelancer. O sindicato iniciou uma campanha contra este tipo de manobra. Gráfico: seja forte, seja sócio. Sindicalize!
Contrato temporário é uma coisa. É precário, mas faz parte da lei com a reforma. Biqueiro é outra. É ainda mais precário e segue ilegal. Por isso, diante de um movimento que está sendo aplicado por parte de certas gráficas, oSindigráficos decidiu monitorar gráficas denunciadas com tal irregularidade para acionar a fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no caso delas continuaram com a ilegalidade
Algumas pequenas gráficas e até algumas de grande porte já estão listadas mediante às denúncias dos trabalhadores ao sindicato. O Sindigráficos, inclusive, tem ampliada a lista das empresas com biqueiros na medida em que intensificou visita nas portas das empresas para a entrega do jornal Gráficos na Luta.


