Nesta semana, por exemplo, após esforço do presidente Lula junto ao Senado para votar o fim do 6×1, que teve ampla votação em uma comissão, ficou bem claro o lado dos políticos. A família Bolsonaro, através do senador Flávio, e de seu partido PL e de apoiadores, contrapuseram ao fim do 6×1. Impediram votação final na casa. No lugar, defenderam o projeto em favor de patrōes para manter a jornada de 44h. E até escala 7×0, via o pagamento por hora de trabalho, exterminando assim até férias e 13 salário.
Logo, está tudo bem claro quem defende e quem ataca o interesse dos trabalhadores. Os gráficos e todas as demais categorias de profissionais precisam abrir bem o olho nas eleições e votarem cientes de que o seu voto poderá demitir todo político que ataca seu salário, direitos e condições, ou então promovê-los através do seu voto.
O gráfico tem poder de promover se votar naqueles que são contra o fim do 6×1, pois, o estarão promovendo para lhe atacar logo que passar as eleições de outubro, período quando a pauta volta a ser votada no país.
Mas o gráfico também pode evitar este mal ao demitir tais políticos contrários ao fim do 6×1. Para isso, basta não votar nestes, e sim só naqueles candidatos a senadores, deputados, governador e a presidente que querem o fim da escala 6×1 com redução de jornada para 40h semanal sem queda salarial nem a restrição de nenhum direito.
As eleições de outubro, diante de tudo que está sendo colocando pelos políticos, é a principal pauta dos trabalhadores do país, devendo todos saberem do papel decisivo neste momento da escolha daqueles que representarão os seus interesses quanto ao salário, direitos e condições laborais, ou serão eleitos para atacá-los nos próximos anos, até a realização da próximo eleição.
A responsabilidade e a decisão é toda sua!
*Leandro Rodrigues é o presidente da Federação Paulista dos Gráficos e do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região. Ele também é o dirigente da Confederação Nacional dos Gráficos.


